zeduarte 10 Escreveu:
A minha geração anda há anos a partilhar coisas com:
- Quando na vida é que vou usar o teorema de pitágoras?
- Para que servem os Lusíadas?
- De que me serve saber o ciclo da água?
- Para que serve a disciplina de história?
Isto em contra posição a lItEraCiA finANceirA e outros derivados.
Pois bem, a escola ensina-nos a aprender, a ter informação e a transformar a informação em conhecimento, e o conhecimento em sabedoria.
Há uma série de pessoas revoltadas com o ensino porque não aprenderam a investir em bitcoins na escola, porque alguém lhes disse que a culpa deles não serem melhor sucedidos na vida estava ali.
Não é preciso grandes estudos para ver o que esta a ser feito por estes fascistas, proto-fascistas, o alho que os foda. As semelhanças com o que aconteceu nos anos 20 e 30 no século passado são alucinantes. Se achamos que somos melhor do que as pessoas que viviam nesse século? Não somos. Somos igualmente ignorantes, rancorosos, ambiciosos, maniqueístas. A cada nova semana subimos um novo degrau nesta escada de maledicência e desculpabilização.
Por acaso acho que há um meio termo, e ensinar alguns conceitos básicos do nosso sistema fiscal não vejo que mal é que trazia ao mundo, aliás senão trabalhasse na área não sabia preencher um IRS em condições (e pela minha experiência dira que 60-70% dos tugas não o sabe fazer), claro que não seria necessário explicar nada na escola se o nosso sistema fiscal não tivesse a complexidade que tem para um país da nossa dimensão.
Se bem que os grandes defensores da introdução da "literacia financeira" não estão propriamente preocupados com o preenchimento do IRS, a preocupação deles é mais venderem os cursos onde dizem "isto não é conselho financeiro nem uma recomendação financeira".
As bitcoins e derivados já é outra história, aí concordo contigo não vejo a necessidade de serem introduzidas.