OJOGO Escreveu:
Tal como no "Apito Dourado", em que serviu para reabrir processos já arquivados, o testemunho de Carolina Salgado é o alicerce de uma das duas acusações que o FC Porto enfrenta na Comissão Disciplinar: a do jogo Beira-Mar-FC Porto, que terminou empatado. A defesa do tricampeão nacional baseou-se nas provas constantes do processo que está na Liga mas também se socorreu de depoimentos que a CD entendeu dispensar ou não levou em conta. O objectivo é provar que houve uma evolução do testemunho .
Carolina Salgado começa por não referir o episódio do envelope no livro que publicou. Menciona apenas que os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte eram visitas frequentes da casa que partilhava com o presidente do FC Porto.
No primeiro depoimento que Carolina faz à Justiça, em 2006, Augusto Duarte passa a ter visitado a casa apenas uma vez e o envelope entra na história. A ex-companheira de Pinto da Costa afirmou então desconhecer o valor que teria dentro, mas palpitando que seriam entre 2500 e 3000 euros - destinados a "comprar" um... FC Porto-Benfica. O jogo é corrigido para Beira Mar-FC Porto na segunda declaração, em que conta ter perguntado ao companheiro quanto estava no envelope e obtido a resposta "2500 euros". Por último, no terceiro depoimento, afirma ter visto o dinheiro e ouvido a conversa entre Pinto da Costa e o árbitro (que antes não escutara). Do processo constava já uma declaração da irmã, Ana Salgado, a quem Carolina teria admitido nada ter visto ou ouvido.
Engraçado como é que o MP se serve desta testemunha como principal prova para levantar um processo crime a alguém...
Curiosa ( e penso que acertada) é também a defesa do Porto para o jogo com o Estrela. Não se trata de uma tentativa de corrupção, é simplesmente um caso de venda de serviços... Como o crime de que estão acusados não é de proxenetismo...
