Blaye-les-Mines - Lavaur (167,5 km)
Favoritos


Fuga, Philippe Gilbert, Thor Hushovd


Jose Joaquin Rojas Gil, Edvald Boasson Hagen, Francisco Ventoso

Thomas Voeckler, Damiano Cunego, Cadel Evans
Pré-AnálisePois bem, passou Luz Ardiden, passou todo o frenesim com a primeira grande etapa de montanha deste Tour e voltamos a ter uma grande montanha, mítica, o Col d'Aubisque. Uma categoria especial, com 16,4 quilómetros de extensão e uma pendente média de 7,1%, 10% de inclinação máxima, relativamente a meio da subida.
Agora, se querem perguntar o porquê de uma subida destas estar situada a 50 quilómetros da meta, perguntem à ASO, porque eu não sei.
Voltando à análise, 3 estrelas para a fuga. Parece mais que óbvio que uma fuga vai vingar no dia de amanhã, depois de uma etapa dura como foi a de Luz Ardiden. Mas quem irá para a fuga? Acreditem, vamos ter uns primeiros 50 quilómetros de etapa muito rápidos, pois todas as equipas vão querer colocar homens numa fuga que muito provavelmente dará vitória no final. Algumas possibilidades saltam logo à vista:
- Johnny Hoogerland, o Stitchy, pode ir para uma fuga e voltar a amealhar pontos para a "sua" preciosa camisola da montanha. De Gendt uma possibilidade também.
- Levi Leipheimer ou Andreas Kloden na tentativa de esquecer os azares.
- Sylvain Chavanel, Jerome Pineau e Dries Devenyns (que tem estado em boa forma) com a Quick-Step em força.
- A Rabobank atrasou-se muito, portanto Bauke Mollema, Carlos Barredo ou Luis Leon Sanchez deverão tentar.
- Hubert Dupont ou Jean-Christophe Peraud podem ser fortes hipóteses.
- A Euskaltel ainda correm em casa, logo vai colocar alguém na frente.
- Com Jeannesson na branca, a FDJ tem menos margem de manobra, mas Sandy Casar sempre gostou de etapas deste género.
- Claro, David Moncoutié.
- Não se espantem se existir um sprint na fuga.
Como devem ter reparado, não sequer coloquei o cenário de chegar um pelotão. É possível, mas que equipas estariam dispostas a esse trabalho? Omega, Garmin ou Movistar? Por um lado, a Omega seria capaz de fazer esse trabalho, mas teria de ter sempre em conta que Rojas ou Hushovd podem aguentar no grupo e a Omega não tem ninguém para aumentar muito o ritmo para os fazer descolar (e se aumentam muito até o Gilbert pode sofrer). A Garmin acredita na grande forma de Thor Hushovd, mas Tom Danielson tem estado forte e a equipa não se deverá desgastar. Apenas se vai desgastar se a diferença, durante a descida, estiver dentro de alcance e Hushovd estiver no grupo. Falta a Movistar, que neste momento pode jogar tudo na verde e arriscar ao máximo a chegada em pelotão compacto, mas ficará de sempre atrás com a forma sobre humana de Gilbert.
Uma coisa é certa: os favoritos vão querer descansar ao máximo, pois é na última semana (e no Sábado) que começa o Tour! Mas na eventualidade de um grupo muito restrito chegar, Thomas Voeckler vai como favorito.