zeduarte 10 Escreveu:
edKarry Escreveu:
zeduarte 10 Escreveu:
Eu por acaso concordo com a UCI sobretudo nas questão das descidas. Há uma série de movimentos técnicos que são ilegais no desporto para proteger a integridade física dos praticantes e este é agora mais um e faz todo o sentido. A posição de CR será mais discutível mas a lógica entende-se. Protegem-se os ciclistas e protege-se o espetáculo.
É raríssimo qualquer uma dessas posições provocar quedas, ou causar uma percentagem de quedas maior que quando numa posição natural, porque quem não se sente confortável não a costuma utilizar.
O que aconteceu com Jakobson na Polónia também foi uma excepção. Não podemos acusar organizações de serem reactivas nas medidas e também serem proactivas.
Como disse, a questão da posição de CR é mais discutível, mas a questão das descidas é mais pertinente. Eu entendo ambos os pontos de vista, é um recurso técnico e quem for melhor tira vantagem, é assim o desporto, mas continua a haver margem para quem desce melhor o fazer e, à luz da proteção e segurança dos corredores, para mim faz sentido. Se dois gajos forem a descer e um usar essa posição não é só ele que está em risco, é também o outro ciclista. Acho que UCI está a ser proactiva nisto.
Um ciclista vai sempre correr riscos a partir do momento em que se faz à estrada junto com outra centena de atletas. Seja por lapsos de concentração, falta de técnica ou condições perigosas, as quedas vão sempre acontecer. É por qualquer uma destas posições que eles vão cair mais, ou ter mazelas mais graves? Não vejo dados a apontar para esse sentido.
Qualquer sprint é inerentemente mais perigoso para a saúde física de um ciclista que todos os quilómetros precedentes. Vão banir os sprints? Não (espero...), quem se quiser lá meter sabe que o risco existe e o que se tem de fazer é criar o melhor ambiente envolvente para que o final seja o mais seguro possível. Não vejo a UCI a tentar retirar os 1001 veículos presentes em cada prova, a direcionar as organizações para colocar barreiras em descidas/zonas perigosas, ou punir quem se aproxima em excesso das motas nas zonas planas, que são questões reais.