Issoire - Saint-Flour(208 km)PERFIL DA ETAPA:

ÚLTIMOS QUILÓMETROS:
OS FAVORITOS:*** Philippe Gilbert, Cadel Evans
** Samuel Sánchez, Damiano Cunego, Alberto Contador, Alexandre Vinokourov
* Frank Schleck, Andy Schleck, Edvald Boasson Hagen, Thor Hushovd, José Joaquín Rojas
PRÉ-ANÁLISE:Depois de um dia de emoções fortes, especialmente para os adeptos portugueses, o Tour 2011 tem mais uma etapa de média montanha, num dia que certamente não decidirá o vencedor final da prova, mas será muitíssimo desgastante para todos os ciclistas que alinharem à partida desta etapa.
Quanto ao perfil da etapa em si, pode levar a crer que se trata apenas de mais um dia de média montanha, sem grandes implicações para a geral, mas a verdade é que esconde várias armadilhas que não podem ser desconsideradas, nomeadamente o período entre o quilómetro 81,5 e o quilómetro 154, onde os ciclistas enfrentarão nesse período cinco subidas categorizadas, practicamente encadeadas e sem um único metro de plano entre si, incluíndo o terrível
Col du Perthus, uma subida de 4,5 km com longos troços acima dos 10% de inclinação, sendo que a pendente média da subida é de apenas 8,4 devido ao facto desta apresentar um primeiro quilómetro practicamente plano.
O problema no desenho desta etapa é claramente o longo troço de plano que se verifica entre a última contagem de 2ª categoria e o final, levando a que não hajam grandes ataques à excepção da habitual fuga madrugadora, devido à elevada possibilidade de reagrupamentos nos 50 quilómetros finais. No entanto, espera-se uma intensa batalha tanto pela classificação da montanha como pela classificação por pontos. Na primeira, com tantos pontos em disputa e com a vantagem precária que
Teejay Van Garderen apresenta é provável que surjam alterações, enquanto que a luta pela camisola verde tem o aliciante de apresentar um sprint intermédio imediatamente após o período mais duro da etapa, pelo que será difícil a homens como
Mark Cavendish pontuar aqui.
Para além disso amanhã será um dia complicado para homens como
Robert Gesink, que hoje pareceu claramente sofrer dos efeitos da queda de há alguns dias atrás, e está mesmo a equacionar a sua continuidade em prova, pelo que terá aqui um importante teste. De referir ainda que esta etapa apresenta um último quilómetro bastante duro a 7,5% de inclinação média, o que poderá levar a pequenos cortes entre os favoritos, como aconteceu neste mesmo final em 2004, com vitória do francês
Richard Virenque, quando homens como
Tyler Hamilton,
Denis Menchov,
Levi Leipheimer e
Roberto Heras cederam alguns segundos, enquanto que o colombiano
Santiago Botero teve um dia para esquecer, tendo perdido 16 minutos no final do dia, dizendo adeus a todas as suas aspirações a uma boa classificação geral.
PERGUNTAS PARA AMANHÃ:Conseguirá Thor Hushovd manter-se mais um dia de amarelo?
Depois de um dia complicado, poderá uma fuga vingar novamente?
Iremos finalmente assistir a uma vitória francesa na edição deste ano do Tour?
Consegurá Rui Costa, ou qualquer outro ciclista, roubar a liderança da montanha ao norte-americano Teejay Van Garderen?
Estará Mark Cavendish em condições de disputar o sprint intermédio após tenta dureza ultrupassada?
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